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Crítica: Raya e o Último Dragão - Carlos López Estrada e Don Hall (2021)

Havia muita harmonia na terra de Kumandra quando de repente, uma força maligna ameaça o lugar e os dragões se veem na necessidade de sacrificarem-se para salvar a humanidade. Meio milênio depois, o mesmo mal retorna e a guerreira Raya embarca em uma missão para encontrar o último dragão lendário, – ou melhor, dragão-fêmea –a fim de reestabelecer a união entre os povos. No entanto, ao longo da jornada, ela aprenderá que além do dragão, também é necessário confiança e trabalho em equipe para salvar o mundo.

Raya e o Último Dragão foi lançado nos cinemas e na plataforma de streaming Disney+ no último dia 5 no Brasil e vem chamando a atenção e ganhando o carinho dos fãs de animações, principalmente por seus personagens cativantes, um universo interessante, trilha sonora marcante e claro, o capricho de sempre que os traços das obras da Disney possuem, com cores vibrantes, movimentações quase orgânicas e realismo impressionante nos detalhes, como a água.


Aqui há uma trama que ainda consegue encantar, mesmo que com a mesma fórmula. Mais uma vez o espectador é jogado na jornada do herói com muito do que já foi experimentado até mesmo nas animações da Disney, isto é, um único personagem que pode salvar o mundo saindo em uma aventura depois que seu mestre morre, e nela encontrando amigos que vão ajudar-lhe, mas que também funcionam como alívio cômico.

Também tem o vilão que as vezes parece amigo, o que fica repetindo ao longo filme algumas vezes, ao passo que o mesmo tem uma visão humanizada, quer dizer, não que este tipo de coisa seja inédita, mas até que é louvável ver as animações da produtora acrescentando um pouco mais de camadas ao antagonista. A mensagem positiva também não podia faltar. Muito se fala ao longo da película sobre confiança e logo depois, união, o que é realçado pelo final, e funciona, já que os personagens caem nas graças do público e por isso fica mais fácil comprar a lição passada.


A direção não deslumbra apenas pelo visual, mas também faz um tipo de história tão contada ficar interessante e deixar o público com vontade de ver até o final, principalmente por conta das cenas de ação vigorosas, aventura convidativa e da química entre cada um dos personagens, ainda que o arco entre a Namaari e a Sisu pudesse ser um pouco melhor desenvolvido e 4 das 5 localidades abordadas pelo filme não fossem tão ignoradas.


Outro ponto a se destacar é todo o carinho que a produção teve em trazer a cultura do sudeste da Ásia, através de uma consultoria cuidadosa, com colaboração dos nativos da região, o que contribuiu para uma mística sólida ao redor do filme.

Raya e o Último Dragão é um filme de aventura gostoso de assistir, bem produzido e no geral consistente. Possui um enredo simples, uma receita mais do que conhecida e mesmo assim é capaz de encantar o público como se fosse algo novo. Vale a pena conferir. Só acho sacanagem a Disney cobrar R$ 69,90 pra vê-lo e restringir mais pessoas de assistir esse filme.


Escrito por André Germano

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