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Análise: A Sereia - Georges Méliès (1904)

Georges Méliès é um ilusionista lidando com seres aquáticos até a apresentação de uma sereia que é transformada em humana. (Fonte)


A Sereia - 1904 - Curta Metragem

Análise por Gabriel Pinheiro

Georges Méliès é sempre lembrado, além de suas contribuições enormes para o cinema, como um grande ilusionista.


Sua capacidade de nos encantar com esse curta é incrível, ele usa dos cortes para em apenas um plano estático criar situações que seriam inconcebíveis aos olhos. O ator se move em certos momentos para os cantos do plano, arranhando um conceito de "fora do plano".


É impressionante após mais de 100 anos de cinema identificar elementos de linguagem que viriam a se tornar imprescindíveis.O curta "La Sirène" é extremamente encantador no seu conceito ilusório, charmoso e com um alto valor de entretenimento, ficamos vidrados na tela querendo saber exatamente o que o "pescador" fará à seguir. Nos faz sentir uma gota da emoção que o público no início do século sentiu ao ser transportado para esse mundo fantástico.


Grande homem, o Georges Méliès ele não só nos encanta com, o que seria na minha concepção, um número de mágica gravado como o faz com apenas um plano em apenas uma cena, em um mesmo local, com apenas 3 minutos. Suas transições escapam aos olhos criando uma ilusão de plano-sequência que me parecem ser um prato cheio para os estudiosos de montagem e edição que viriam a seguir com a evolução da linguagem.


Absolutamente lindo.


Assista ao curta:


Afinal, quem foi Georges Méliès?

Georges Méliès (1861-1938) foi um cineasta e ilusionista francês, um dos precursores do cinema. Foi considerado um dos artistas mais inventivos do cinema mundial. Sua técnica fazia uso de fotografias para criar efeitos. Seu filme mais conhecido é “Viagem à Lua”, de 1902. Méliès criou centenas de filmes, mas grande parte se perdeu. Entre os mais conhecidos estão: “O Diabo no Convento” (1889), “Joana D’Arc” (1900), “Viagem na Lua” (1902), “As viagens de Gulliver”, (1902) e “Fausto” (1904). A sua grande fase de produção foi entre 1902 e 1913. Depois desse último ano, foi à falência, não produzindo mais nada. Morreu pobre, sem ter seu trabalho reconhecido como pioneiro da arte cinematográfica. (Fonte)

Escrito por Gabriel Pinheiro

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