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Crítica: Duna - Denis Villeneuve (2021)

No futuro distante da humanidade, o duque Leto Atreides aceita a administração do perigoso planeta deserto Arrakis, a única fonte da substância mais valiosa do universo, "Melange", uma droga que prolonga a vida humana e fornece níveis acelerados de pensamento. Embora Leto saiba que a oportunidade é uma armadilha intrincada por seus inimigos, os Harkonnen, ele leva sua concubina Bene Gesserit, Lady Jessica, filho e herdeiro Paul, e os conselheiros mais confiáveis para Arrakis, também conhecido como Duna. Leto assume o controle da operação de mineração de especiaria, que é perigosa pela presença de vermes da areia gigantes. Uma amarga traição leva Paul e Jessica aos Fremen, nativos de Arrakis que vivem no deserto profundo.

Duna de Denis Villeneuve é um filme... Seco. Desde a paleta de cores plantada firmemente nos mais diversos tons de amarelo, o diálogo minimalista, até o roteiro que não espera que o espectador entenda tudo que está acontecendo na primeira sessão, Duna transmite em todos os seus aspectos as características que fizeram a obra de Frank Herbert um marco da ficção científica.


A nova obra do diretor responsável por Blade Runner 2049 e A Chegada é uma adição impressionante no catálogo do cinema de ficção científica moderno: o design está impecável, a trilha sonora é ameaçadora e misteriosa, as atuações são certeiras e o roteiro enxuga aonde precisa ser enxugado, e adiciona onde é necessário.

Até então considerada Inadaptável (com confirmações dadas pela obra de David Lynch de 84, e a série de 2000), Duna é uma torrente de facções em conflitos, um mundo cheio de história e personagens que passam por viagens psicodélicas e filosóficas. A nova adaptação faz muito bem por se manter fiel ao livro, e explica seus conceitos de uma forma confortável para o espectador do cinema. Algumas das cenas mais conceituais, como visões e o uso de presciência são bem comunicadas e utilizam o meio cinematográfico com competência.

Em resumo, Duna é um filme que não será fácil para espectadores que não estão preparados para um filme de ficção complicado, mas que não deixa a desejar nos quesitos espetáculo e entretenimento.


Escrito por Fernando Cazelli

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