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Retrospectiva: Agnés Varda (1928-2019)

Faleceu hoje Agnés Varda, considerada por muitos a diretora mais importante e mais influente de todo o cinema. A cineasta belga foi vítima de um câncer de mama e morreu em sua casa, em Paris.

Agnés foi uma presença bem influente no movimento da Nouvelle Vague francesa desde 1955. Seu nome se fortificou nesse período e de lá pra cá a diretora com sua longeva carreira recebeu diversos prêmios como um Oscar honorário em 2018, mesmo ano em que competiu pelo prêmio de melhor documentário. A cineasta havia recentemente apresentado no Festival de Berlim o seu último longa, Varda por Agnès, uma retrospectiva e despedida de seus fãs por meio da sua obra e do cinema.

Varda foi um dos únicos nomes femininos a representar o movimento conhecido como Nouvelle Vague, a “nova onda” impulsionada por críticos de cinema franceses que se aventuraram atrás das câmeras nos anos 60, e na qual surgiram ícones como Jean-Luc Godard, François Truffaut e Jacques Demy, com quem Agnès foi casada e teve dois filhos.

Seus filmes sempre trouxeram personagens femininas no centro e Agnès sempre se colocou como defensora dos direitos das mulheres, da igualdade de oportunidades e histórias. Seus filmes, porém, não falavam apenas com o público feminino, mas com todos — eram sobre vida, morte, sexualidade, humanidade, cinema. Cinema acima de tudo. (Fonte)

O Site Querido Cinéfilo lamenta profundamente a morte de Agnés Varda e preparou uma lista com os melhores filmes da cineasta. Viva Varda!

“La Pointe Courte” (1954)

Primeiro filme de Agnès Varda. Na cidade que nomeia o longa-metragem, duas narrativas se desenrolam em separado. A primeira, uma espécie de documentário sobre os habitantes da pequena aldeia. A segunda, uma ficção sobre um casal em crise, tendo como pano-de-fundo a volta do protagonista a este mesmo local, onde nasceu e passou sua infância. Dessa relação de forças entre a existência de personagens e o ambiente físico real pelos quais eles estão envoltos surge uma característica forte da obra, que ainda estava por se construir, de Varda: a poesia do espaço, nunca visto isoladamente, mas sempre em conjunto com os homens e mulheres que nele convivem. (Fonte)

"Cléo de 5 à 7" (1962)

Agnès Varda, uma visionária da "new wave" francesa, capturou a atmosfera de Paris dos anos 60, mostrando os questionamentos de uma mulher solteira enquanto espera o resultado de uma biopsia. Uma crônica de duas horas cruciais na vida de uma mulher. Cléo das 5 as 7, mostra uma mistura profunda de realidade com sofrimento.  Com trilha sonora de Michel Legrand (Guarda-chuvas de Cherbourg), uma obra prima fantástica que inspirou Legrand, Jean-Luc Godard e Anna Karina (Fonte)

"Le bonheur" (1965)

Um carpinteiro ama sua mulher, seus filhos e a natureza. Em seguida, ele encontra uma outra mulher, funcionária dos correios, que adiciona felicidade à sua felicidade. Sempre apaixonado por sua mulher, ele não quer se privar, nem se esconder, nem mentir. (Fonte)

"L’Une Chante, L’autre pas" (1977)

França, década de 1970. Duas mulheres, Pomme e Suzanne, veem suas vidas se entrelaçaram entre si e com o crescente movimento feminista da época. Elas se conhecem quando jovens e depois perdem contato durante dez anos, quando se encontram novamente. À essa altura do campeonato, Pomme é uma cantora excêntrica e Suzanne tem um trabalho convencional. (Fonte)

"Sans toit ni loi" (1985)

Uma jovem andarilha morre congelada no frio do inverno francês. Sua história e principalmente seus últimos dias são contados através das pessoas que cruzaram o seu caminho. (Fonte)


Por Gabriel Pinheiro

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