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URGENTE: Disney+ ameaça o setor audiovisual brasileiro

De acordo com o portal Notícias da TV do UOL, a Disney+ estuda entregar à Globo a responsabilidade de produzir séries nacionais para o seu serviço de streaming. Existe inclusive uma possibilidade das gravações ocorrerem nos Estúdios Globo, o antigo Projac. A decisão ocorreu aparentemente porque a empresa americana “não deseja arriscar com produtoras terceirizadas, como faz a Netflix.”

O portal apurou com fontes na Disney que a empresa foi atrás da Globo para assegurar que os novos produtos sejam bem feitos, com o padrão Disney. Aparentemente, os executivos da multinacional americana não ficaram nada satisfeitos com as séries nacionais que viram na Netflix, 3% (2016-2020), por exemplo, recebeu muitas críticas na época de seu lançamento.


“TÃO RINDO NA NOSSA CARA!!! Quero ver meter essa de que não vai trabalhar com produtora independente na França pra ver o que não acontece. Descaso absurdo com toda uma cadeia produtiva de um dos países mais rentáveis para o streaming.” Marina Rodrigues, cineasta e produtora executiva do mercado audiovisual latino-americano, no Twitter.


Marina continuou a discussão na rede social, “Brasil tem um mercado que produz mais de 200 filmes por ano, sem falar nas séries, tem visibilidade INTERNACIONAL, incontáveis técnicos experientes e as ditas terceirizadas que geram EMPREGO!! É uma vergonha sem fim ver esse país sendo VENDIDO pra gringo dessa maneira, nenhum respeito por uma cadeia produtiva que retorna investimento pra economia. O que é que a Disney vai deixar de lucro ao PIB do país?"


“Isso desqualifica a produção nacional com uma exceção de um padrão bem estreito que é o da Globo, a Disney tá chegando aqui com muito capital e com total desprezo pelo mercado brasileiro. Existe conteúdo bom, o Brasil é internacionalmente reconhecido por isso.” explica Gabriel Araújo, estudante de cinema e realizador audiovisual.


Como relembrou Gabriel, A Netflix e Amazon prime ainda tem contrato com produtoras independentes do Brasil. “Já a Disney+ chegou aqui agora com uma fatia bem grande de mercado e novas práticas. Eles se recusam a trabalhar com outras produtoras e somente com uma gigante da corporação.”


Ele ainda explicou que o Brasil é um dos poucos países com uma indústria audiovisual grande que ainda não tem uma regulação do streaming. “Existem lobbies de empresas enormes que estão ganhando muito dinheiro aqui e não querem investir de volta no país. Pegando todo dinheiro daqui e não retornando de volta, eles sempre fazem um lobby gigante contra o imposto que já foi proposto. Estamos à mercê deles”, finalizou o realizador audiovisual.


A tal regulamentação

Tramitou no Senado um projeto de lei para regulamentar o Streaming de filmes e séries no país, porém o mesmo não foi aprovado. A medida foi proposta pelo senador Humberto Costa (PT-PE). A medida previa uma tributação aos títulos internacionais nas plataformas de Streaming.


Desta forma o governo federal cobraria um imposto específico para empresas de Streaming para filmes e séries, encarecendo o acréscimo de títulos ao catálogo. E, consequentemente, estimulando o acréscimo de títulos nacionais nestas plataformas, que não precisariam pagar este novo imposto.


O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) apontou em reunião da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Cinema e do Audiovisual, que a falta de regulamentação pode render prejuízos de R$ 3,7 bilhões em tributos que não serão pagos, além de não haver uma quota de conteúdo nacional nos serviços de streaming. (Fonte: Agência Câmara de Notícias)


Confira:

Globo e Disney foram procuradas pelo portal para comentar o assunto e não responderam os contatos da reportagem.



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